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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Tenho saudades do meu sorriso...


Tenho saudades do meu sorriso, da minha forma de ver a vida: leve, descontraída e divertida.
Tenho saudades da minha boa disposição, do meu sentido de humor, do meu bom senso. Feitas as contas, tenho saudades minhas!
O problema? Não sei como, ou não consigo encontrar-me de volta. Repito de mim para mim vezes sem conta que é apenas uma fase. Uma fase passageira, sem importância e que quando as coisas estabilizarem à minha volta, tudo regressa ao normal. Deus queira! Deus o permita, que preciso tanto!
Tenho saudades da leveza de espírito, de ser positivamente indomável, o centro de força para tudo e todos. Em vez disso, luto agora diariamente com um pano de fundo preto carregado e escuro que pouca vontade me dá até de me levantar da cama.
HEEEEEELLPPP MEEEE!!!!
É a palavra que o meu interior grita silenciosamente dia após dia para todos quantos me rodeiam. Os mesmos que sentem falta do meu riso, saudades do meu bom humor e do meu feitio brincalhão que agora só muito de quando em vez dá um ar da sua graça.
Mas ninguém ouve, ninguém vê, ninguém dá por nada... e dia após dia eu vou afundando cada vez mais neste poço de desespero, neste negativismo, neste "não sei como sair disto".
Sinto-me a afundar a uma velocidade alucinante... afasto-me da família e amigos na esperança de que não dêm pela minha falta, como um último recurso que utilizo para tentar que não reparem na situação que atravesso. Porque nunca gostei de chatear ninguém, porque nunca fui pessoa de andar por aí a carregar ou a alimentar problemas. Digamos que tenho esperança que na falta de alimento, ou seja, se ignorar os problemas o mais possível, eles desapareçam. A questão é que sou agora obrigada a enfrentar a dura realidade: não desaparecem :(
Preciso de paz... preciso de me reencontrar. Preciso que a minha vida normalize, preciso dos parâmetros que sempre tive como linhas guias desde que me entendo como gente. Preciso do meu espaço, preciso da minha privacidade e intimidade e do meu equilíbrio, do meu castelo. Preciso de estabilidade, normalidade.
Todas as tempestades acabam por passar mais cedo ou mais tarde, mas esta tem demorado. Há meses que tento que esta nuvem negra se dissipe de cima da minha cabeça, mas vejo agora como esse esforço tem sido inútil. Sinto-me triste, infeliz, carregada de problemas que nunca tive e que não sei como resolver.
Tenho saudades dos meus amigos, daqueles de quem eu própria me afastei e afasto para que não percebam a má onda que por aqui vai. Mas a máscara está a cair, e quando as pessoas gostam de nós percebem: "o que tens?" Nada, estou muito constipada. Verdade, aliás... semi verdade. Doente sim... mas não tanto. Mais doente da tristeza que me assola, do negrume que me persegue de há tempos para cá. Prefiro que pensem que me afastei por causa do namorado, da constipação... tudo a perceberem que o peso do coração é tal que parece que a sua própria cor está a passar de vermelho para preto, negro, pesado.
Porque ás vezes parece que única coisa que me alivia é mesmo escrever, e muito ao jeito do anúncio do Paulito da tmn "deita cá para fora", só me é possível mesmo desta forma.
Mas ainda assim, reconheço que tenho uns amigos maravilhosos e um namorado 20 estrelas que para já, está cá para tudo.
Nunca fui mulher de perder a esperança, nunca fui mulher de baixar os braços: não o fiz nas alturas mais difíceis e complicadas da minha vida, nem sequer nas 2 vezes às portas da morte, e não é agora que penso em entregar os trunfos de mão beijada. Quero recuperar a minha alegria e boa disposição contagiantes, quero recuperar o meu bom humor e forma de estar. Quero rir da vida e com a vida para que ela ria sempre comigo. Quero voltar a dizer piadas parvas quando consolo uma amiga só para a fazer sorrir e ser a luz dos encontros familiares. Por que eu sei que sou assim... não sei ser de outra forma... Quero o meu sorriso de volta...
Ando perdida... mas tenho fé que os problemas se resolvam e que tudo volte ao normal, porque tem de voltar. Não seria justo de outra maneira...
Para quem me ausento... as minhas desculpas, não sei reagir de outra forma senão fugir, e esconder-me, fechar-me na minha conchinha...
Para quem se apercebe, obrigada pela força, valem ouro! Para todos os outros, hei-de voltar dentro em breve. Uma questão de semanas, espero. Ando ausente, mas não esqueço de quem gosto...
Vamos esperar que a tempestade passe... é que tenho saudades do meu sorriso!