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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

tu...


No meio da multidão, destacas-te pela subtil delicadeza do saber estar.
Contigo trazes a antiguidade de tempos de outrora que me foram inconscientemente passados.
O teu sorriso conquista-me sem dar por isso, lentamente estou presa numa teia finamente tecida. Estou confortável, sinto-me calma, sinto-me bem...
Começo a sentir a tua falta sem perceber porquê e de repente não lido bem com a tua ausência. Quero-te por perto. Fazes-me rir :)
Os olhos que brilham numa tempestade de gargalhadas insubstituíveis e bem altas... Cúmplices no olhar, no sorriso... cúmplices no segredo? Como saber...
Tenho saudades tuas... mais do que alguma vez imaginei.
Dúvida... incertezas... não há um mapa traçado... está tudo pouco nítido... talvez seja desta altura do ano... é sempre esta altura do ano.
Penso em ti, nos teus olhos, no teu cabelo... abraçar-te, ser abraçada.
As brincadeiras... valiosos momentos, ouro puro num fino pó que brilha solto pelo ar...
As questões... a tensão no ar... o refúgio no riso, a fuga às respostas.
Uma mão invisível que me chama... uma força que me segura sem eu ver.
Os teus olhos, o teu sorriso... tu.
Abraça-me... aqui, lá... onde estiveres por favor abraça-me. Preciso de ti.
Uma luta constante com o pensamento que teima em não me deixar.
O que posso eu fazer? ... Voltas e voltas na cama sem conseguir dormir... porque me fazes falta. Porque te queria ali ao meu lado, toda a noite, todos os dias. Sem poder... Precisava sentir o teu corpo quente junto a mim, adormecer nos teus braços, sentir-te abraçado a mim toda a noite.
Quero partilhar contigo o que me vai no coração... como se estivesses aqui para me ouvir...
Porquê? Não consigo encontrar uma resposta... foi tudo muito rápido... fiquei meia atordoada e não me sais da cabeça.
Preciso de respostas... continuo a precisar de respostas.
Não consigo dormir... nem parar de pensar. Adormeço e acordo a pensar em ti.
Olho para o telemóvel em vão... com saudades das tuas mensagens, tão simples, tão tuas, tão cheias de ti :)
Mas as tuas mensagens não chegam... nunca chegam. Não dizes boa noite nem me desejas bons sonhos. Já não perguntas por mim... já não sentes saudades.
Lidas com as coisas agora num outro plano... mas eu não posso ganhar asas e voar...
Tenho o cérebro a dar um nó...
Preciso de ti. Preciso? ... sei lá... já não sei nada.