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domingo, 29 de março de 2009

Acupunctura adventure!


6ª feira decidi ser radical!
Sinto-me totalmente bloqueada e quando a minha querida esteticista (todas as prozac girls, têm uma :P) me falou nisso, pensei: porque não?
E porque sou uma rapariga decidida, eis que não perdi tempo!
Ás 18:30 lá estava eu a dar entrada no "consultório" agarrada a uma esperança de curandeiro à moda antiga. Não sou totalmente céptica, mas sou selectiva e cuidadosa, já vivi tempo suficiente para perceber que estas coisas me ultrapassam, a mim e ao comum dos mortais... So... why not?
Após "despejar" as respostas mais tontas que vos possam parecer durante mais de 30 minutos e ter deitado a língua de fora à "médica" umas 10 vezes, eis que o meu diagnóstico estava descoberto: "Você está bloqueada dos pés à cabeça!"
- Hã?! Como é?! Agora sou um bloco portanto! Uma pessoa ainda paga para nos chamarem de bloqueados. Bem, sejamos realistas que não pude negar. Realmente de há uns meses para cá, parece que todo o meu corpinho se move em "auto-pilot", estou uma autêntica "Robocopa"... parece que o meu corpinho parou no tempo... não reage, não tuge nem muge... e eu continuo a passar semanas e semanas de fome a engordar os senhores da LEV. Por isso, enough is enough e vamos lá às agulhinhas! A bem dizer mal não deve fazer e eu preciso de alguma coisa que me ajude a "fluir" tudo! Afinal eu estou viva por isso tem de haver algo que me faça mover...
Acupunctura Ruuuuuleees!
Ao fim de sensivelmente 45m, aí estava eu em roupa interior à espera de uma das coisas que mais temo: agulhas! Sim... esperava pacientemente para ser toda picadinha... e aí vinham elas!
Com a maior calma que me foi possível, recordo-me das palavras que balbuciei: tenho terror a agulhas...
Depois de devidamente descansada pela médica e advertida que ao 1º sinal meu elas seriam retiradas, ganhei suficiente coragem para iniciar a "missão".
Uma a uma foi-me enterrando as agulhas pelo corpo e não vou mentir e dizer que não as senti, umas sim, outras não... e pelos vistos portei-me tão bem que foram colocadas bem mais do que estavam previstas.
Achei por bem fechar os olhos e não ver, decididamente não é uma agradável e dei início à análise de sensações (ainda muuuito desconfiada).
Rapidamente fui "raptada" para o lado dos fãs da acupunctura. Incrivelmente não consegui fugir do turbilhão de emoções que de repente comecei a sentir. Assim que acabou de espetar a última agulha, passaram 2 segundos até que me assolasse uma tremenda vontade de chorar (o que contrariei vorazmente) mas não foi fácil.
O meu corpo quase que "levitava" e até parecia que sentia o sangue a correr-me nas veias... Não vos consigo explicar o que aconteceu naqueles breves minutos em que as agulhas estiveram espetadas no emu corpo mas posso garantir-vos que apesar do meu infelizmente já longo historial clínico, nunca senti nada assim.
Uma coisa vos garanto... para a semana volto lá, porque me fez sentir bem, porque me fez sentir bem disposta, porque sinto que alguma coisa começou a "mexer", o meu corpo teve qualquer ajuda que lhe indicou o caminho para "fluir" e isso... no meu caso teve resultados bastante satisfatórios.

Medicina tradicional chinesa, milenar ou não, eles sabem o que fazem e fazem-no bem!
O meu corpo agradece e eu aconselho. Ás vezes tratamos tão mal o nosso corpo com este raio de vida que se leva agora, que mimá-lo... mal não faz de certeza. Uma coisa eu garanto, o corpo e o espírito perdem kilos virtuais durante aquele ritual e parece que voltamos a reencontrar-nos connosco próprios. Eu respeito muito isso. Adorei! E não dói! ;)